SINASPEN-AL
quarta-feira, 5 de junho de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
ENCAMINHAMENTOS DA NOSSA FEDERAÇÃO
ENCAMINHAMENTOS DECIDIDOS HOJE EM ASSEMBLÉIA PELA FEBRASP, PARA APRECIAÇÃO DE CADA SINDICATO:
1- CADA SINDICATO ESTÁ LIVRE PARA DELIBERAR EM SUA BASE SOBRE ADESÃO OU NÃO AO MOVIMENTO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROPOSTO PARA O PRÓXIMO DIA 30/01, PODENDO INCLUSIVE DELIBERAR SOBRE OUTRAS FORMAS E DATAS DE MOBILIZAÇÃO, DEPENDENDO DA NECESSIDADE DE CADA ESTADO;
2- NO DIA 30 DE JANEIRO DE 2013, ÀS 9:00 HORAS DA MANHÃ, ESTÁ PREVISTA COMO SUGESTÃO DA FEBRASP A APOSIÇÃO DE CRUZES E FAIXAS SOBRE O VETO AO PLC 87/2011, EM LOCAIS DETERMINADOS PELA ENTIDADES SINDICAIS, EM CADA ESTADO, NUMA MOBILIZAÇÃO INICIAL DA FEBRASP, PODENDO HAVER OUTRAS MANIFESTAÇÕES DE ACORDO COM A PECULIARIDADE E DISPONIBILIDADE DE CADA SINDICATO.
3-HAVERÁ UM RELEASE PADRÃO A SER DIRECIONADO AS ENTIDADES FILIADAS, ONDE CADA ENTIDADE FARÁ A DIVULGAÇÃO DO MOVIMENTO EM SUAS BASES E IMPRENSA LOCAL, COLOCANDO ASSIM O CONTATO DO PRESIDENTE DA FEBRASP, GILSON, E O SEU PRÓPRIO CONTATO.
4-HAVERÁ UMA NOTA DE DIVULGAÇÃO DAS MOVIMENTAÇÕES DA FEBRASP A IMPRENSA, FALANDO DOS ATOS QUE SERÃO PRATICADOS EM CONJUNTO PELA FEDERAÇÃO.
5-NO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2013, HAVERÁ, PELA MANHÃ, UMA MANIFESTAÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA NO DISTRITO FEDERAL, NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, E CADA SINDICATO PARTICIPARÁ COM APORTE FINANCEIRO, OU COM O ENVIO DE CARAVANAS, SENDO PRIMORDIAL A PRESENÇA DOS REPRESENTANTES SINDICAIS DE CADA ESTADO, COM SUAS RESPECTIVAS BANDEIRAS.
6-NO DIA 19 DE FEVEREIRO A TARDE, ESTÁ PREVISTA A MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA NO CONGRESSO NACIONAL, COM A PRESENÇA DENTRO DAS CASAS LEGISLATIVAS E MOBILIZAÇÃO DOS PARLAMENTARES PELA DERRUBADA DO VETO. A DATA DOS DIAS 4 E 5 DE FEVEREIRO DE 2013 FICA PREJUDICADA TENDO EM VISTA QUE LOGO APÓS A VOTAÇÃO DA ELEIÇÃO DAS MESAS DE CADA CASA, OS PARLAMENTARES VIAJAM PARA SEUS RESPECTIVOS ESTADOS, QUANDO VOLTAM SOMENTE APÓS O CARNAVAL, E DEVIDO A ESTE FATO, OS TRABALHOS NO SENADO E CÂMARA SÓ INICIAM-SE A PARTIR DE TERÇA-FEIRA, DIA 19 DE FEVEREIRO.
7- AS FRASES DAS FAIXAS SERÃO ENVIADAS POSTERIORMENTE. É RECOMENDÁVEL COLOCAR NAS FAIXAS O SÍMBOLO DA FEBRASP E DE CADA ENTIDADE SINDICAL.
8-CADA ENTIDADE DEVE REPASSAR ESTAS INFORMAÇÕES A SUA ASSESSORIA DE IMPRENSA E DIVULGAR EM SUAS BASES E NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO (E-MAIL, SITE, FACEBOOK, ETC).
9-É IMPERIOSO QUE AS ENTIDADES REALIZEM ASSEMBLÉIA EM SUAS BASES PARA DELIBERAR SOBRE AS RECOMENDAÇÕES DA FEBRASP, E A ADESÃO OU NÃO AS MOVIMENTAÇÕES PROPOSTAS.
EM BREVE, SERÁ ENVIADA A ATA DA REUNIÃO DE HOJE.
DIANTE DESTES, O SINASPEN-AL ESTARÁ CONVOCANDO UMA ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA PARA O MAIS BREVEMENTE POSSÍVEL, QUE SERÁ DIVULGADA PARA TODOS ATRAVÉS DE TODOS OS MEIOS E VEÍCULOS POSSÍVEIS.
1- CADA SINDICATO ESTÁ LIVRE PARA DELIBERAR EM SUA BASE SOBRE ADESÃO OU NÃO AO MOVIMENTO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROPOSTO PARA O PRÓXIMO DIA 30/01, PODENDO INCLUSIVE DELIBERAR SOBRE OUTRAS FORMAS E DATAS DE MOBILIZAÇÃO, DEPENDENDO DA NECESSIDADE DE CADA ESTADO;
2- NO DIA 30 DE JANEIRO DE 2013, ÀS 9:00 HORAS DA MANHÃ, ESTÁ PREVISTA COMO SUGESTÃO DA FEBRASP A APOSIÇÃO DE CRUZES E FAIXAS SOBRE O VETO AO PLC 87/2011, EM LOCAIS DETERMINADOS PELA ENTIDADES SINDICAIS, EM CADA ESTADO, NUMA MOBILIZAÇÃO INICIAL DA FEBRASP, PODENDO HAVER OUTRAS MANIFESTAÇÕES DE ACORDO COM A PECULIARIDADE E DISPONIBILIDADE DE CADA SINDICATO.
3-HAVERÁ UM RELEASE PADRÃO A SER DIRECIONADO AS ENTIDADES FILIADAS, ONDE CADA ENTIDADE FARÁ A DIVULGAÇÃO DO MOVIMENTO EM SUAS BASES E IMPRENSA LOCAL, COLOCANDO ASSIM O CONTATO DO PRESIDENTE DA FEBRASP, GILSON, E O SEU PRÓPRIO CONTATO.
4-HAVERÁ UMA NOTA DE DIVULGAÇÃO DAS MOVIMENTAÇÕES DA FEBRASP A IMPRENSA, FALANDO DOS ATOS QUE SERÃO PRATICADOS EM CONJUNTO PELA FEDERAÇÃO.
5-NO DIA 19 DE FEVEREIRO DE 2013, HAVERÁ, PELA MANHÃ, UMA MANIFESTAÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA NO DISTRITO FEDERAL, NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, E CADA SINDICATO PARTICIPARÁ COM APORTE FINANCEIRO, OU COM O ENVIO DE CARAVANAS, SENDO PRIMORDIAL A PRESENÇA DOS REPRESENTANTES SINDICAIS DE CADA ESTADO, COM SUAS RESPECTIVAS BANDEIRAS.
6-NO DIA 19 DE FEVEREIRO A TARDE, ESTÁ PREVISTA A MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA NO CONGRESSO NACIONAL, COM A PRESENÇA DENTRO DAS CASAS LEGISLATIVAS E MOBILIZAÇÃO DOS PARLAMENTARES PELA DERRUBADA DO VETO. A DATA DOS DIAS 4 E 5 DE FEVEREIRO DE 2013 FICA PREJUDICADA TENDO EM VISTA QUE LOGO APÓS A VOTAÇÃO DA ELEIÇÃO DAS MESAS DE CADA CASA, OS PARLAMENTARES VIAJAM PARA SEUS RESPECTIVOS ESTADOS, QUANDO VOLTAM SOMENTE APÓS O CARNAVAL, E DEVIDO A ESTE FATO, OS TRABALHOS NO SENADO E CÂMARA SÓ INICIAM-SE A PARTIR DE TERÇA-FEIRA, DIA 19 DE FEVEREIRO.
7- AS FRASES DAS FAIXAS SERÃO ENVIADAS POSTERIORMENTE. É RECOMENDÁVEL COLOCAR NAS FAIXAS O SÍMBOLO DA FEBRASP E DE CADA ENTIDADE SINDICAL.
8-CADA ENTIDADE DEVE REPASSAR ESTAS INFORMAÇÕES A SUA ASSESSORIA DE IMPRENSA E DIVULGAR EM SUAS BASES E NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO (E-MAIL, SITE, FACEBOOK, ETC).
9-É IMPERIOSO QUE AS ENTIDADES REALIZEM ASSEMBLÉIA EM SUAS BASES PARA DELIBERAR SOBRE AS RECOMENDAÇÕES DA FEBRASP, E A ADESÃO OU NÃO AS MOVIMENTAÇÕES PROPOSTAS.
EM BREVE, SERÁ ENVIADA A ATA DA REUNIÃO DE HOJE.
DIANTE DESTES, O SINASPEN-AL ESTARÁ CONVOCANDO UMA ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA PARA O MAIS BREVEMENTE POSSÍVEL, QUE SERÁ DIVULGADA PARA TODOS ATRAVÉS DE TODOS OS MEIOS E VEÍCULOS POSSÍVEIS.
CARTA ABERTA
Cidadãs e cidadãos brasileiros,
Há décadas sabemos que o Sistema
Prisional Brasileiro está falido, acabado e que não há interesse de
recuperá-lo, afinal só vai preso pobre e analfabeto (rico, dificilmente
fica na cadeia). A violência que ficava dentro dos muros de nossas
prisões, controlada com muita dificuldade pelos agentes penitenciários,
tomou as ruas das grandes e pequenas cidades, pois os grandes grupos
criminosos como PCC, Comando Vermelho dentre outros ameaçam nossas
famílias, nossa vida e a Segurança Pública do Brasil. De dentro dos
presídios e cadeias os comandos criminosos mandam roubar, matar e
sequestrar inocentes. Nós agentes penitenciários temos pago com nossas
próprias vidas por sermos os policiais que estão o tempo todo nos
presídios impedindo que os presos fujam e tentando evitar que pessoas
morram dentro e fora por ordem destes criminosos. Existem soluções
simples: bloqueadores de celulares, porque não colocam? E por que não
aumentam o efetivo de agentes e criam vagas no sistema prisional?
A verdade é que o Sistema Prisional
está falido, por ser mal administrado por gestores sem compromisso, que
pouco se importam se os agentes e cidadãos morrem. Não sabem a realidade
dos presídios e seus riscos, nem qual a importância do papel do agente
penitenciário para a manutenção da ordem pública, muito menos seu papel
na Segurança Pública e defesa social do estado e do país. Como
consequência, as políticas públicas voltadas para execução penal no
Brasil são demagógicas e ineficientes, proporcionando o caos nos
estabelecimentos penais e o terror fora deles.
Em vários estados os agentes
penitenciários possuem porte de arma fora e em serviço, é uma inverdade
que liberar o porte de arma para todo o Brasil vai aumentar o número de
armas. Os Agentes Penitenciários fazem parte do serviço de inteligência
da Segurança Pública junto com a Polícia Federal, Civil e Militar.
A presidente Dilma, por
desconhecimento do nosso trabalho, ao vetar nosso porte de arma no
horário de folga nos tira a oportunidade de nos defender. Nós defendemos
a sociedade daqueles que estão presos, mas quem nos defende e às nossas
famílias? Somos nós mesmos, mas não querem deixar. Desarmar-nos levará a
um caos maior nas prisões pois indefesos como vamos manter a ordem. É
necessário que a sociedade brasileira ouça a voz dos profissionais que
trabalham diariamente neste contexto de degradação e que nunca receberam
por parte do governo qualquer consideração por seu trabalho. Sendo
desta forma, os agentes penitenciários estão condenados a seguirem como
ovelhas para o matadouro.
Hoje não temos condições para exercer
dignamente nossas atividades sem a legalização de nossas funções. Sem
nosso porte de arma estamos expostos às ações e ataques criminosos. É
fato, que na maioria dos estados os comandos criminosos estão dentro dos
presídios; muitos sofrem sob os comandos criminosos por falta do
efetivo de agentes penitenciários, que sem condição mínima de defesa,
encontram-se temerosos de suas vidas e família. Nestas condições o
agente está preso em vez de prender. Somos pais, mães, irmãos, irmãs,
filhos, filhas, seres humanos com direito à vida e autodefesa. Por isso,
clamamos por dignidade profissional, por melhores condições de
trabalho, pelo direito a defender nossa integridade e a de nossos
familiares.
Nos últimos sete anos mais de 2.000
Agentes Penitenciários foram assassinados e tantos outros morreram
devido às doenças profissionais. A sociedade tem que saber a verdade!
Agentes Penitenciários do Brasil.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
VETO AO PLC ?? ONDE ANDA A DEMOCRACIA ???
O recente veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei
complementar que permite agentes penitenciários e outras categorias
profissionais a portarem armas de fogo fora do horário de serviço
evidencia que a política de segurança pública adotada pelo governo
federal está muito aquém de solucionar os reais problemas do País e de
seus cidadãos.
A alegação de que a autorização do projeto iria na contramão da
política nacional de combate à violência, demonstra que o fio condutor
não visa defender a vida do trabalhador e respeitar a decisão do eleitor
e da maioria dos políticos do congresso e do senado.
Só na última década, mais de duas mil mortes de agentes
penitenciários aconteceram em todo País, sem que os mesmos estivessem em
condições de reação. A defesa pessoal é uma necessidade para aqueles
que exercem atividades de risco à própria vida e à sua integridade
física. Com o veto, 80 mil trabalhadores vão continuar à mercê de
pressões de criminosos.
De janeiro a outubro de 2012, 229 policiais civis e militares foram
mortos no Brasil. Os dados mostram que grande parte desses policiais,
entre civis e militares, (183 ou 79%) estava de folga no momento do
crime. Essa é a realidade do País, onde trabalhadores que dedicam suas
vidas em proteger a sociedade não possuem respaldo do Estado e de leis
para proteção de sua própria vida. As forças de segurança pública estão
desamparadas.
O sistema prisional brasileiro é altamente defasado e, conforme
noticiado constantemente na mídia, os presos facilmente mantém contato
com o mundo externo, podendo, a qualquer momento, planejar e ordenar
atentados contra a vida de agentes penitenciários ou seus familiares.
Fora do expediente o agente penitenciário se torna mais vulnerável do
que o cidadão comum, já que paira contra si o constante risco de ser
alvo de vingança ou ataque para desestabilização da segurança pública,
como temos visto com frequência nos últimos meses em São Paulo. O porte
de arma fora do horário de serviço garantiria a esses trabalhadores o
legítimo direito a defesa.
O veto também ignora uma decisão do Congresso Nacional, que aprovou
a proposta. Durante a tramitação do projeto, a maioria dos
parlamentares da Câmara e do Senado emitiram pareceres favoráveis. Toda a
dedicação em elaborar, discutir e aprovar leis em prol da sociedade
parecem não ter valor diante de tal decisão.
Um outro ponto é a política de redução de armas no território
nacional, que simplesmente anula o resultado do referendo de 2005 onde
65% da população votou que não queria o fim do comércio legal de armas
de fogo. Ignorar a opinião refletida em quase 60 milhões de votos é uma
clara demonstração de desrespeito ao cidadão e a nossa Constituição
Federal, um verdadeiro atentando à democracia brasileira, que nas
eleições deste ano já tiveram a prova do desinteresse recorde com
milhões de abstenções, votos em brancos e nulos.
A decisão alerta a população de que não basta alguns políticos não
se importem verdadeiramente com a morte de milhares de cidadãos, parece
que agora também não se importam com a morte da democracia. O País
precisa de leis que combatam o crime e não que favoreçam os criminosos. É
isso o que os cidadãos de bem desejam. Enquanto isso, famílias inteiras
choram pelos seus entes queridos e casos como o ocorrido no Rio Grande
do Norte, há menos de um mês, em que um agente penitenciario foi
torturado e morto, tendo seus olhos arrancados continuarão ocorrendo no
País.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
MAIS SOBRE O VETO DO PLC 87/11
(*)Amauri Meireles
“Por contrariedade ao interesse público”, a Presidente Dilma vetou o PLC-87, que visava a “conferir aos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, aos integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias o direito de portar arma de fogo, mesmo fora de serviço, com validade em âmbito nacional”.
Escudou-se em pareceres do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos: “A ampliação do porte de arma fora de serviço aos profissionais listados no inciso VII do art. 6o implica maior quantidade de armas de fogo em circulação, na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento. Assevere-se, ainda, a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.
Obviamente, os pessimistas, que a assessoraram, enxergaram o copo meio vazio, ao contrário dos congressistas que, ao aprovarem a proposta, enxergaram o copo meio cheio. A argumentação dos descrentes é pífia e induziu a presidente a erro. Nem a ONU conseguiu estabelecer relação entre a posse legal de armas e o aumento de crimes. Nos EUA, havia 270 milhões de armas circulando (2007) e a taxa de óbitos por arma de fogo foi de 3,2 por 100 mil hab, em 2010. No Brasil, 15 milhões e 19,3, respctivamente. A maior circulação de armas que causa danos é a decorrente de furtos em fóruns, de assaltos a vigilantes, do mercado negro, da tíbia fiscalização das fronteiras, do uso pelo crime organizado e pela bandidagem em geral. O porte por estes servidores (ainda não reconhecidos normativamente como policiais, embora exerçam seu ofício embasados no poder de polícia) não indica necessariamente aumento de ataques, mas, certamente, indica aumento da defesa, individual e da própria sociedade.
O relator do projeto, senador Gim Argello, acertadamente, destacou que “esses servidores, pela característica de suas atividades, vivem em situação de perigo constante e iminente”, e por isso é necessário portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional. Assim, o veto é abandonar, à própria sorte, aqueles servidores que exercem a antiga e importante função policial de custódia, aqueles que necessitam, sim, de ações de reforço à identidade funcional e à autoridade profissional.
E o que seria estar na contramão da tal política nacional de combate à violência, algo difuso, desconhecido? Como alegar afronta ao Estatuto, objeto do Projeto de Lei 3722/12, que visa a revogá-lo?
“Por contrariedade ao interesse público”, a Presidente Dilma vetou o PLC-87, que visava a “conferir aos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, aos integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias o direito de portar arma de fogo, mesmo fora de serviço, com validade em âmbito nacional”.
Escudou-se em pareceres do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos: “A ampliação do porte de arma fora de serviço aos profissionais listados no inciso VII do art. 6o implica maior quantidade de armas de fogo em circulação, na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento. Assevere-se, ainda, a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.
Obviamente, os pessimistas, que a assessoraram, enxergaram o copo meio vazio, ao contrário dos congressistas que, ao aprovarem a proposta, enxergaram o copo meio cheio. A argumentação dos descrentes é pífia e induziu a presidente a erro. Nem a ONU conseguiu estabelecer relação entre a posse legal de armas e o aumento de crimes. Nos EUA, havia 270 milhões de armas circulando (2007) e a taxa de óbitos por arma de fogo foi de 3,2 por 100 mil hab, em 2010. No Brasil, 15 milhões e 19,3, respctivamente. A maior circulação de armas que causa danos é a decorrente de furtos em fóruns, de assaltos a vigilantes, do mercado negro, da tíbia fiscalização das fronteiras, do uso pelo crime organizado e pela bandidagem em geral. O porte por estes servidores (ainda não reconhecidos normativamente como policiais, embora exerçam seu ofício embasados no poder de polícia) não indica necessariamente aumento de ataques, mas, certamente, indica aumento da defesa, individual e da própria sociedade.
O relator do projeto, senador Gim Argello, acertadamente, destacou que “esses servidores, pela característica de suas atividades, vivem em situação de perigo constante e iminente”, e por isso é necessário portar arma a qualquer tempo e em qualquer ponto do território nacional. Assim, o veto é abandonar, à própria sorte, aqueles servidores que exercem a antiga e importante função policial de custódia, aqueles que necessitam, sim, de ações de reforço à identidade funcional e à autoridade profissional.
E o que seria estar na contramão da tal política nacional de combate à violência, algo difuso, desconhecido? Como alegar afronta ao Estatuto, objeto do Projeto de Lei 3722/12, que visa a revogá-lo?
Visto o Art. 66 da CF, o projeto deve ser apreciado em sessão conjunta, no Congresso, podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto. Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, à Presidente que, paradoxalmente, lavando as mãos, irá reparar uma injustiça e garantir a mancada de auxiliares.
Embate entre assessores-teóricos e lúcidos conhecedores do interesse público!...
(*) Coronel da Reserva da PMMG
sábado, 12 de janeiro de 2013
VETO DO PL87/2011
Provavelmente a
Pastoral Carcerária teve grande influência nisso...
Acredito que a principal ferramenta de luta dos servidores, que são os sindicatos, precisam se unir e mobilizar a categoria para protestos no país todo em prol desse projeto, já que perdemos até para a pastoral.
Temos muitos motivos para descontentamentos no estado, mas esse fato é contra os agentes penitenciários de todo o país.
Veja carta que a Pastoral tinha enviado a Presidenta, abaixo:
Acredito que a principal ferramenta de luta dos servidores, que são os sindicatos, precisam se unir e mobilizar a categoria para protestos no país todo em prol desse projeto, já que perdemos até para a pastoral.
Temos muitos motivos para descontentamentos no estado, mas esse fato é contra os agentes penitenciários de todo o país.
Veja carta que a Pastoral tinha enviado a Presidenta, abaixo:
Senhora Presidenta ,
O Congresso aprovou recentemente o PLC 87/2011 para erroneamente ampliar o porte de armas a agentes penitenciários. O referido projeto reforça a confusão ainda existente entre funções de custódia e funções de polícia.
Ao contrário de policiais, cuja atribuição é de prevenir a criminalidade no seio da sociedade em geral, agentes penitenciários são civis, encarregados de custodiar condenados, promover a disciplina e evitar fugas, o que se faz não pelo uso de armas, mas pelo exercício da boa administração prisional. A concessão do porte armas, mesmo fora de serviço, deve agravar o atual estado de violência nas unidades prisionais, pois facilitará o ingresso de agentes armados no interior das unidades prisionais, o que está proscrito por normas internacionais.
Não há razão para conferir porte de armas fora de serviço para toda esta
categoria, quando a lei atual já o faz sempre que demonstrada sua real
necessidade (art. 10, I da Lei 10.826/2003). Se um agente penitenciário
necessita do porte de arma de fogo porque se encontra em uma situação de risco
ou ameaça, poderá requerê-lo à Polícia Federal. Dessa forma, preservam-se a uma
só vez o controle da circulação de armas e o direito de um agente penitenciário
de excepcionalmente carregar uma arma de fogo.
O sancionamento deste projeto PL 87/2011 pela Presidenta Dilma abrirá o perigoso precedente para ampliar a tensão no sistema penitenciário, que deve estar nas mãos de gestores devidamente qualificados para o manejo das prisões e não de policiais. Os agentes penitenciários possuem demandas muito mais prementes e legítimas como melhores condições de trabalho e treinamento, número de agentes compatível com o volume de trabalho, dentre outras, que deveriam estar sendo atendidas pelo Poder Público e não estão. O Porte de arma não pode ser tratado como paliativo para agradar uma categoria insatisfeita, já que o custo desta concessão será alto para a sociedade.
O momento atual é reforçar a importância da política de Controle de Armas que foi implantada a partir da aprovação da Lei 10.826/2003 que, dentre outras medidas, restringiu o porte de arma, prioritariamente, às instituições com mandato para atuar na Segurança Pública e capazes de estabelecer mecanismos adequados de controle e treinamento de seus agentes para o uso da arma de fogo.
A proibição ao porte de arma é o principal eixo da Lei e demonstra uma clara indicação de que as escolhas do país priorizam ações que promovem uma segurança pública construída coletivamente refutando o argumento fácil e demagogo das soluções individuais. Esta proibição aliada à bem-sucedida Campanha de Entrega Voluntária de Armas é apontada por diversos estudos como as responsáveis por reverter a curva de crescimento dos homicídios.
Espera-se que V. Exa. refute esta demanda, enxergando que essa concessão trará mais riscos a seus integrantes e à sociedade do que proteção. A melhoria das condições de trabalho dos integrantes dessa carreira não depende da concessão de porte de armas, muito pelo contrário. Ameaças e agressões a servidores do Estado são ameaças e agressões ao próprio Estado e, como tais, deverão ser combatidas por este através de suas estruturas adequadas e não entregando seus servidores à sua própria sorte com uma arma na mão.
Pelas razões acima expostas, solicitamos a Vossa Excelência o veto ao PLC 87/2011.
E COM ISSO A PRESIDENTA DECIDIU:
DESPACHOS
DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA
MENSAGEM
No- 2, de 9 de janeiro de 2013.
Senhor Presidente do Senado Federal,
Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1o do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 87, de 2011 (no 5.982/09 na Câmara dos Deputados), que "Altera o § 1o do art. 6o da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que "dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - Sinarm, define crimes e dá outras providências", para conferir aos integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, aos integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias o direito de portar arma de fogo, mesmo fora de serviço, com
validade em âmbito nacional".
Ouvidos, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República manifestaram-se pelo veto ao projeto pelas seguintes razões:
"A ampliação do porte de arma fora de serviço aos profissionais listados no inciso VII do art. 6o implica maior quantidade de armas de fogo em circulação, na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento. Assevere-se, ainda, a existência da possibilidade
de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente."
Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar o projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.
O QUE FEZ COM QUE O AUTOR DO PL, BOLSONARO, RESUMISSE A SITUAÇÃO:
"A
justificativa ridícula é que ela quer menos armas na rua. Mas se a
proposta liberasse o porte de armas para o MST, o PCC, o Comando
Vermelho ou o Var-Palmares, ela teria sancionado".
E EM ALAGOAS:
O ato da
presidente revoltou a categoria dos servidores penitenciários de todo o
Brasil, visto que o PLC 87/2011 havia sido aprovado em decisão
terminativa pelo Senado, em 28/11/2012.
Conforme a Constituição, o veto ainda deverá ser apreciado em sessão conjunta no prazo de 30 dias, que começa a ser contado a partir de seu recebimento. Vale destacar que o veto só pode ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos deputados e senadores, em votação secreta.
Caso o veto seja derrubado, o projeto é enviado para promulgação da presidente da República. No entanto, a reportagem do Sindasp-SP obteve a informação de que há mais de 3 mil vetos aguardando votação pelo Congresso, inclusive, alguns são ainda da década de 90. No fim do ano passado, os parlamentares consideraram votar todos os vetos em bloco, para permitir o exame dos vetos presidenciais ao projeto da Lei dos Royalties, mas a definição do assunto acabou ficando para este ano.
Conforme a Constituição, o veto ainda deverá ser apreciado em sessão conjunta no prazo de 30 dias, que começa a ser contado a partir de seu recebimento. Vale destacar que o veto só pode ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos deputados e senadores, em votação secreta.
Caso o veto seja derrubado, o projeto é enviado para promulgação da presidente da República. No entanto, a reportagem do Sindasp-SP obteve a informação de que há mais de 3 mil vetos aguardando votação pelo Congresso, inclusive, alguns são ainda da década de 90. No fim do ano passado, os parlamentares consideraram votar todos os vetos em bloco, para permitir o exame dos vetos presidenciais ao projeto da Lei dos Royalties, mas a definição do assunto acabou ficando para este ano.
Posição do Sinaspen-AL:
1ª. A realização de ações de protestos não cabe somente ao Sinaspen-AL, visto que a luta pelo porte de armas é de âmbito nacional e deve envolver todos os sindicatos da categoria em todos os estados e Distrito Federal.
2ª. O Sinaspen-AL acredita que a Febraspen/Febrasp (Federação Brasileira dos Servidores Penitenciários), é quem deve reunir a categoria em âmbito nacional e realizar toda e qualquer manifestação de protesto contra o veto ao porte de armas.
3ª. O Sinaspen-AL apoiará publicamente todas as decisões de manifestações e protestos que forem realizados pela Febrasp para demonstrar a insatisfação da categoria pelo veto da presidente ao porte de armas.
Justificativas da presidente: Dilma afirmou que tanto o Ministério da Justiça quanto a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República se manifestaram pelo veto ao projeto. Disse ainda que uma das razões do veto ao projeto é que ele implica em maior quantidade de armas de fogo em circulação, indo na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento.
Lamentamos o veto ao projeto e o Partido dos Trabalhadores (PT) anteriormente já boicotou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 308/04, que cria a Polícia Penal e que agora também vetou o porte de armas. “Estamos cansados disso”.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Jair Bolsonaro critica Dilma por ter vetado porte de arma para agentes penitenciários
O autor do projeto que autoriza o porte de armas fora do serviço a
agentes penitenciários e guardas muncipais, deputado Jair Bolsonaro
(PP/RJ), criticou nessa quinta-feira a presidente Dilma Rousseff pelo
veto integral á proposta. De acordo com ele, com o veto, 80 mil
trabalhadores vão continuar à mercê de pressões de criminosos nos
presídios brasileiros.
Para Bolsonaro, o porte de arma garantiria a
segurança das famílias de guardas e agentes, ameaçadas constantemente.
“Esses profissionais têm uma vida muito vigiada. É comum ouvirmos um
presidiário falar para um agente penitenciário: ‘olha, você mora em tal
endereço, tem uma esposa que se chama tal e três filhos que estudam em
tal escola. Se não deixar passar determinado produto para mim, já sabe
qual será consequência’. Mesmo com essa pressão toda, o agente não
pode ter um simples revólver 38 ou uma pistola 380?”, indagou.
O agente penitenciário tem a função de vigiar e garantir o cumprimento das normas do estabelecimento prisional. É o profissional que escolta os detentos e zela pela segurança de funcionários e visitantes no presídio. Atualmente, a permissão para o porte de arma fora do expediente alcança vários setores da segurança pública. Integrantes das Forças Armadas, policiais federais, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Presidência da República são alguns dos beneficiados.
Cultura de paz
De acordo com o Executivo, o veto ao projeto foi baseado em pareceres do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, que julgaram o texto contrário à política nacional de combate à violência.
O deputado Luiz Couto (PT-PB), que votou contra o projeto, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), concorda com o veto da presidência. Conforme o parlamentar, a aprovação do projeto entraria em contradição com o Estatuto do Desarmamento.
"Sabia de antemão que a nossa presidente iria vetar porque, não vetando, seria uma incoerência. É claro que o governo não iria dar guarida àqueles que acham que podem resolver a questão da segurança pública com arma. O veto foi o resultado daquilo que o Executivo está fazendo: desarmar e construir uma cultura de paz", disse.
O agente penitenciário tem a função de vigiar e garantir o cumprimento das normas do estabelecimento prisional. É o profissional que escolta os detentos e zela pela segurança de funcionários e visitantes no presídio. Atualmente, a permissão para o porte de arma fora do expediente alcança vários setores da segurança pública. Integrantes das Forças Armadas, policiais federais, agentes vinculados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e à Presidência da República são alguns dos beneficiados.
Cultura de paz
De acordo com o Executivo, o veto ao projeto foi baseado em pareceres do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, que julgaram o texto contrário à política nacional de combate à violência.
O deputado Luiz Couto (PT-PB), que votou contra o projeto, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), concorda com o veto da presidência. Conforme o parlamentar, a aprovação do projeto entraria em contradição com o Estatuto do Desarmamento.
"Sabia de antemão que a nossa presidente iria vetar porque, não vetando, seria uma incoerência. É claro que o governo não iria dar guarida àqueles que acham que podem resolver a questão da segurança pública com arma. O veto foi o resultado daquilo que o Executivo está fazendo: desarmar e construir uma cultura de paz", disse.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/01/11/interna_politica,417295/jair-bolsonaro-critica-dilma-por-ter-vetado-porte-de-arma-para-agentes-penitenciarios.shtml
Assinar:
Comentários (Atom)










